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A rádio comunitária: a voz dos que não têm voz

“Não queremos ocupar o espaço todo, queremos apenas caber” (Tomás Legido, Cuac FM)

As rádios comunitárias, populares, alternativas, participativas e livres, multiplicam-se em todo o mundo. Identificam-se pelos seus objetivos políticos de transformação social, de busca dum sistema justo com a vigência dos Direitos Humanos, com o acesso e a participação das maiorias. Pessoas e coletivos cujo fundamento é construir sociedades democráticas, para o que necessitam que o jercicio à liberdade de expressão e comunicação seja reconhecido e garantido.
A AMARC (Associação Mundial de Rádios Comunitárias) constitui-se como um espaço de encontro e ação coletiva para debater e projetar os horizontes do movimento dos médios comunitários, como uma rede para aprofundar na conceção e o papel das rádios comunitárias como espaços de ejercicio da liberdade de expressão, o direito à comunicação e o pluralismo, para facilitar a cooperação e o intercambio, para ampliar a participação da cidadania e a vida democrática das nossas comunidades. O lugar da AMARC, e de todos os médios comunitários que a formam, é aquele que procura a recuperação da politica como construção social e humana, acompanhar e produzir a mudança. Busca transformar as condições da existência para construir um mundo mais justo, com mais vozes, com mais músicas, mais sorrisos.
Comprometidas com as línguas e culturas menorizadas, com a luta das comunidades em transição e as lutas indigenistas, rurais, ambientalistas, cooperativistas, altermundistas,  de soberania alimentar, anticapitalistas, feministas, trans-género e sociais, levam às ondas e ao resto da sociedade as vozes daqueles a quem o sistema oculta e impõe silêncio.
Mas não todos concordam com esta filosofia. O sistema, que manipula e amolda a mídia à sua vontade e necessidades, constringe a sua atividade em favor das rádios comerciais ao serviço do grande capital e dos jogos da politica tradicional, em base a critérios legais desenhados por e para eles.
Não teremos sociedades livres mentres a informação seja tão sesgada, manipulada, falseada e sequestrada.
As comunidades, têm direito a ter médios livres de informação, a participar neles e aos gerir de jeito independente, assembleário e democrático, sem a interferência das instituições, do capital, nem do Estado.

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