Umha vissom holística da Saúde como crítica á modernidade médica

Em “vida líquida”, Zygmunt Bauman achéganos umha análisse do modelo emergente de sociedade que habitamos. Umha sociedade na que surpreende a velocidade em que convertemos aspeitos, anteriormente solemnes da vida pessoal e coleitiva, em objectos de consumo. A saúde nom escapou desta captura monetarista, em cambio foi reformulada em amplos complexos hospitalarios, clínicas hiper-tecnoloxizadas, custossísimos laboratorios e, como nom, umha industria farmacéutica poderosa, verdadeiro sujeito activo dum processo de medicalizaçom da contorna social que tentaremos explicar mais adiante.

 

 

Para poder ponher em práctica este modelo de sanidade, primeiro houvo que estabelecer a distancia necessaria entre médico e paciente, o que implica extirpar da sociedade a preocupaçom pola saúde, ao tempo que se estabelece na profissom médica a responsabilidade total do nosso estado de saúde. Este acto delegativo tivo suceso graças ao auge da ciencia médica moderna, exposta como verdadeira joia do gram projecto moderno. O que queremos fazer aquí, nom é negar as vantagens que, efeitivamente, troujo o avance científico, mas sim que questionaremos o alcance e a direcçom destes avances, pois contrariamente ao que as apariencias do progresso sugirem, nom é tam certo que o nivel de saúde da povoaçom tenha aumentado sensívelmente nas últimas 5 décadas. Em realidade o que sim tem mudado é o signo das enfermidades que hoje sufrimos (xs occidentais) e que estám fundamentadas sobre o modelo de vida que nos deixou a sociedade industrial. A aceleraçom dos tempos no cotidiano, deu lugar a toda umha gama de enfermidades vinculadas ao estresse e o sistema nervosso, que ademais tem repercussons nas arterias coronarias. A respeito disto, Larry Dossey diría:

 

 

A sensaçom de urgencia fai que se aceleren algunhas das nossas funçons corporais rítmicas, coma o ritmo cardíaco e o respiratorio. Isto pode levar a umha subida exagerada da tensom sanguínea, junto có aumento do nivel em sangue de determinadas hormonas vinculadas ao estress. E assím, a nossa percepçom do relojo que se acelera e dos tempo que se escapa fai que os nossos proprios relojos biológicos se acelerem á sua vez. O resultado final reviste con freqüencia umha ou outra forma das “enfermidades da presa”: enfermidades do coraçom, tensom alta ou depressom da funçom imunológica, que conduce a umha maior vulnerabilidade com respeito a todo tipo de infecçons e cancros.”

 

 

Esta aceleraçom dos tempos podemos entendela coma umha conseqüencia do maquinismo no trabalho assalariado. Pois como sabemos nos centros de emprego moderno os ritmos do trabalho exigidos aos operarios venhem marcados pola eficiência produtiva da máquina. Na actual sociedade tecno-industrial na que vivemos, esta relaçom entre home e máquina trascendeu o ambiente da fábrica; está no consumo por medio da obsolescencia programada, está no transporte, na procura de medios para movernos mais rapidamente, está na escolarizaçom, nos programas de excelencia, está nas políticas macroeconómicas dos estados, na sua inquina por aumenta a eficacia aínda ponhendo em risco a saúde das pessoas. Em definitiva, a cidade fábrica atual está atravessada em si mesma pola lógica da aceleraçom dos tempos. O tempo moderno desliga ao home dos bio-ritmos naturais e sitúao num contexto produtivista onde o tempo tam so se mide em funçom da sua rendibilidade económica. Neste cenario o habitante moderno é moviliçado constantemente cara á dinámica produçom-consumo, dinámica alimentada polos valores meritocráticos nos que o individuo é sociliçado.

 

 

A poucxs devera surpreender entom que o consumo de antidepressivos experimentara um aumento sem precedentes desde a extenssom da sanidade a todos os sectores da sociedade. Isto é fruto da resposta da medicina a estas enfermidades de novo signo que passa sempre pola compreensom da enfermidade como um accidente no decurso dumha vida “normal”, e a conceptualizaçom da mesma unicamente a nivel molecular. Desde a medicina téndese a paliar os sintomas como único jeito de combater á enfermidade, e nom fai nengum esforço em chegar a umha compreensom integral da saúde humana, cruçada por centos de variáveis: nivel socioeconómico, disponhibilidade de tempo livre, forma de consumo, autovaloraçom da propria saúde, atomizaçom social… Nos centros médicos a soluçom sempre vém da mam de complexos compostos químicos.

 

 

Mas é que esta perspectiva médica é a conclussom mesma do projecto moderno que, obedecendo ao solipsismo cartesiano, desliga a realidade corpórea da mente, inabilitando aos profissionais da medicina para levar a cabo unha vissom holística da saúde, e negando a necessidade de chegar a um bom estado mental para assegurar umha boa evoluçom da saúde e viceversa, ou de apreender por nós mesmxs a conhecer o nosso corpo. Isto nom acontece noutras culturas como a chinesa, onde se fai especial fincapé na conexom entre corpo e mente e que produciu umha medicina tradicional eficiente e barata. Neste sentido é precisso dizer que por medio da especiliaçom e a burocratizaçom, tennos afastado deste caminho, pois quanto mais especialiçada é a atençom, menos integral pode ser.

 

 

Um artigo a parte merecería a relaçom do home moderno com a biosfera e a sua contorna natural. A respeito da saúde, a relaçom entre humanidade e natureça passou a ser de confrontaçom, em quanto até nom há muitas décadas, no nosso País era essa mesma natureça a que nos fornecía de produtos naturais que se empregavam para paliar problemas de saúde e que, aínda reconhecendo a relativa escaseza de seu ámbito curativo (por outra banda infravalorada) suponhía um modelo de medicina ecológica, popular, sustentável e achada por medio de séculos de experiencias colectivas, fronte ao actual racionalismo que nos condea á ignorancia no que respeita ao extenso patrimonio da cultura popular.

 

 

Nom há que esquecer tampouco que o sector sanitario é um dos maiores da nossa economía. Grandes custos que se traducem em grandes interesses para uns poucos, é por isso que paga a pena prestar atençom ao processo polo qual se “acha” umha nova enfermidade, e neste eido devemos reconhecer o influínte papel da industria farmacéutica: Em primeiro lugar dévense reunir umha serie de sintomas que se deam em conjunto de forma mais ou menos regular. A seguir é precisso colocarlhe um nome que defina esse conjunto de sintomas. Para convencer á povoaçom do risco desta “nova doença” empréganse medios de comunicaçom, artigos de investigaçom médica etc. Por último, sai ao mercado um novo fármaco que “cura” a doença, é dizer, elimina os sintomas. Advírtase a bondade do autor ao colocar nesta orde os episodios de criaçom dumha nova enfermidade, posto que em nom poucos casos, o último dos passos adiántase até o segundo e até o primeiro. Um autor clave com respeito a isto é o austríaco Iván Illich, quen nos ano 70 já se preguntara pola realidade das enfermidades iatrogénicas, isto é: causadas polo proprio sistema sanitario que hoje por hoje estám em ascenso, publicando umha obra baixo o título de Némesis médica.

 

 

O estado geral da saúde reclama umha mudança radical de paradigma que começa por começar a preocuparnos em colectivo polo nosso corpo e mente, isto ademais nom se deve fazer partindo da mesma base da medicina experta, senóm entendendo a enfermidade coma um processo ao que chegamos por todo um conjunto de motivos biológicos, sociais, psicológicos… ligados com a nossa forma de vida e o nosso entorno. Os expertos da ciencia médica nom reparam na pessoa enferma. Umha saúde holística tem por necessidade imperiosa começar a fazelo, e para isto é clave rematar com a influença tam enorme que as empressas farmacéuticas tem sobre os nossos corpos. Inclusso neste eido a recuperaçom da soberanía e plena consciencia é a chave. Mas este artigo tam so apunta aos inicios, tudo o resto está por escrever.

 

 

 

Henrique Lijó

 

 

 

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